Archive for o Universo

Web 2.0 … The Machine is Us/ing Us

Hoje resolvi colocar aqui um dos meus vídeos prediletos atualmente.

Ele mostra como a web está mudando, se tornando aquilo que muitos chamam de web 2.0, apesar de não haver um consenso sobre o que seria realmente isso.

Ainda assim é inevitável, a internet está numa nova fase e não há como não perceber todas essas mudanças. Principalmente porque nos tornamos membros ativos desse processo: ao utilizarmos comunidades virtuais como MySpace, Flickr, Orkut, entre tantas outras, ao enviarmos um vídeo para YouTube e suas variantes, ao escrevermos um artigo num blog, estamos criando conteúdo. Esse conteúdo será indexado pelos crawlers dos sistemas de buscas, será transmitido através de feeds, etc. No entanto a característica mais relevante em todo esse processo é o fato desse conteúdo não ter um formato fixo mas dinâmico. Isso torna possível que seja utilizado nas mais variadas formas, partindo da simples repetição até mesclá-lo com outros tipos de informação para criar um conteúdo misto.

Uma das mais importantes ferramentas nesse processo é a linguagem XML, uma ferramenta que foca justamente o conteúdo e não a forma mas não irei me estender, assistam o vídeo, será mais elucidativo.

The Machine is Us/ing Us

Para mais informações visite o site Digital Ethnography.

Trânsito em Belo Horizonte. De novo.

Gostaria de saber como os motoristas de Belo Horizonte se tornaram tão mal educados e impacientes. Me pergunto se foram sempre assim e se a quantidade de carros nas ruas, que aumentou de forma dramática na última década, apenas tornou essa caracterí­stica mais evidente.

Talvez seja reflexo do mundo em que vivemos hoje, afinal se a informação viaja a velocidades cada vez maiores porque deveria ser diferente conosco.

Bem, a diferença é que as vias utilizadas pelos bits são muito mais seguras e na eventualidade de algum deles se perder numa colisão um protocolo de comunicação com cabeçalhos de controle e outras técnicas intrincadas, que não vem ao caso, garantem que a informação seja enviada novamente e que dessa forma não hajam vítimas fatais. Por outro lado nossas vias além de esburacas e mal conservadas não estão equipadas com tais aparatos e no caso de uma colisãoo são grandes as chances de existirem ví­timas.

Toda essa impaciência e falta de respeito à vida se traduz em avanços de sinais, colisões absurdas, motoristas que falam ao celular, fumam e tentam dirigir simultaneamente e que por fim colaboram ainda mais com o caos que se tornou o trânsito belo-horizontino.

Esses dias mesmo um membro do Mountain Bike BH foi ví­tima de um atropelamento, na verdade colisão seria o termo mais adequado uma vez que o Código de Trânsito Brasileiro trata a bicicleta como um veí­culo, parte do problema é que os motoristas e motociclistas desconhecem essa particularidade. Retornando ao assunto principal o que ocorreu não foi nada mais que o reflexo dessa impaciência que impera em nosso trânsito pois o acidente se deu numa via em que o trânsito estava lento, o motorista devia estar ansioso para chegar onde precisava e não queria perder tempo demais para entrar na via, deu uma rápida olhadela e acelerou novamente. Infelizmente em sua rápida olhadela a bike passou despercebida e o motorista colidiu com ela. Saldo? Gancheira empenada, roda empenada, algumas escorriações e, o pior, um cotovelo quebrado e várias semanas de molho.

Algumas semanas atrás o mesmo ocorreu comigo, um motorista avançou o sinal, colidiu com outro que por sua vez atingiu o meu veículo que estava estacionado. Felizmente eu não estava nele no momento do acidente e se tratava de um carro, portanto o seguro do motorista que causou o acidente irá pagar pelos meus prejuí­zos.

Talvez mais pessoas acreditem que a quantidade de carros seja o problema ou que pelo menos tornou o problema mais aparente. Seja lá como for o plano diretor da prefeitura pretende diminuir a quantidade de carros no hipercentro de Belo Horizonte. Existe uma enquete e discussão no fórum do Mountain Bike BH a respeito da adoção do rodí­zio de placas, como já é feito em São Paulo por exemplo, para participar clique aqui.

Publicado também em Blog do Mountain Bike BH.

Sinal vermelho… Pra que mesmo?

Já faz muito tempo que reparo nisso mas nos últimos tempos estou ficando cada vez mais preocupado com a situação. Avançar o sinal em Belo Horizonte tornou-se quase corriqueiro.

E nesse caso não se trata daquele avanço feito com cautela durante a madrugada para não se tornar presa fácil de algum ladrão. Me refiro aquelas pessoas que mesmo antecipando que o sinal estará fechado quando chegarem até ele pisam fundo no acelerador e avançam o sinal alguns segundo depois de ter ficado vermelho. Pra dizer a verdade já vi motoristas furando um sinal oito segundos após ele ter fechado.

É aí­ que vemos a tradicional orquestra sinfônica do trânsito de Belo Horizonte entrando em ação. Seria correto supor que oito segundos após o sinal abrir deveria ser perfeitamente seguro cruza-lo, entretanto o que se vê são freadas bruscas, pneus cantando, fumaça subindo, buzinas e xingamentos por parte dos outros motoristas.

Mais até do que com os pedestres, que se aproximam do cruzamento numa velocidade menor e tem mais tempo para avaliar a situação, me preocupo com os ciclistas que muitas vezes ao chegarem a um cruzamento embalados não diminuem a velocidade e ficam praticamente impotentes ao se verem nesse tipo de situação.

Procurei por estatí­sticas do trânsito de Belo Horizonte e tudo que achei com relação a isso foi que ela é a quarta infração mais cometida pelos motoristas em BH com 4,06% das multas. No entanto não encontrei nada a respeito de quantos acidentes tem como causa o avanço de sinal ou quantas vití­mas estão relacionadas a isso. Solicitei alguns dados à BHTrans mas ainda não responderam, quando tiverem feito atualizarei aqui.

E para ilustrar a gravidade da situação…

Também publicado em Blog do Mountain Bike BH